7 de fev de 2015

O assobio

 
Eles pararam na frente da casa. Não era muito antiga, apenas mal cuidada, a grama alta em volta e um leve barulho de gotas de água pingando no chão.
 Quando se depararam com tal casa, o menor logo propôs que entrassem, a mais velha esqueceu seu papel de responsável e aceitou, já havia passado por ali vezes o bastante para saber que não havia ninguém morando na casa.
 O primeiro pé entrou no terreno, depois disso o resto foi bem mais fácil, até chegarem perto da casa. Numa espécie de quarto havia uma cadeira de balanço e um beliche de ferro, fora as penas de galinhas. Depois era possível ver um banheiro, era totalmente normal. Pela janela eles viram outro quarto, com revistas em um canto e um cochão no chão.
 Quando iam tentar abrir a porta do quarto escutaram algo que parecia ser um lavar de louças, os dois se entreolharam assustados e voltaram a escutar, agora se podia escutar um assobio leve vindo da cozinha e chegando mais perto. Os dois haviam paralisado e não conseguiam correr, quando finalmente conseguiram se mexer o assobio estava muito perto e eles já estavam sendo levantados no ar.
 Dizem por ai que eles nunca mais foram visto e que os policias, depois de meses de procura, não acharam nada além de vários pratos e copos lavados em cima da pia. 

Ruana. 

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